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Autonomia do Banco Central

Segundo a presidente Dilma, no governo dela o Banco Central se manifesta sobre juros e inflação e o Ministro da Fazenda fala sobre dívida e superávit. Na realidade o que vemos é uma confusão plena. O Ministro da Fazenda discursa sobre a elevação da Selic para os empresários e para agravar o caso, a própria presidente antecipou a decisão do Copom, na véspera da reunião. A esperança de consolidarmos um Banco Central independente está cada vez mais enfraquecida. A ânsia controladora da presidente, que perdeu a chance de ficar quieta na reunião dos Brics na África do Sul, provocou a queda da taxa de juros no mercado futuro. Produtivo, não?

Alguém já viu o presidente dos Estados Unidos se manifestar sobre a taxa de juros interna do país? Pois é, lá a autonomia do Banco Central foi garantida em lei. Aqui depende de quem ocupa o cargo da presidência.

E assim caminhamos, entre declarações atabalhoadas e decisões impopulares que precisam ser tomadas, mas vão sendo adiadas até depois de outubro de 2014.

-12/06/2013

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