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O banquinho caiu

O famoso tripé econômico do governo FHC – resultado primário, câmbio flutuante e meta de inflação – está mais para um banquinho de bar de quinta categoria que outra coisa. Seus pés desgastaram.

O resultado primário proveniente das Receitas menos Despesas do consolidado do setor público (União, Estados, Municípios e Estatais) despencou de 3,6% do PIB no primeiro mandato do governo Lula para 2,4% do PIB em 2012, aí incluídas todas as novidades do manual da contabilidade criativa.

O câmbio que desde 1999 foi alterado para – Flutuante e administrado por Metas de Inflação – está mais para um ‘Regime de Câmbio mais ou menos fixo em torno de 2 Reais para cada dólar’. Seja lá o que isto possa significar tecnicamente.

A Meta de Inflação calculada pelo IPCA possui como Meta o valor de 4,5%aa. A flexibilidade prevista de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo foi fixada na parte superior. Sendo assim, ninguém mais acredita que possamos retomar o ‘centro da meta de 4,5%’, aliás, isto nem se discute. Assumimos o limite superior de 6,5% e oxalá este seja cumprido!

Existe algum problema em trocarmos os pés do banquinho? Lógico que não. Tudo pode ser alterado desde que se esclareça o que irá ser feito. O que mata é a dúvida, não a mudança.

Quer trocar a avaliação das contas públicas para o conceito nominal em vez do primário? Sem problemas. Quer trocar o regime cambial? Sem problemas. Quer alterar o parâmetro da Meta inflacionária? Tudo bem. Agradar a todos é impossível, mas assumir posições claras para que o debate seja produtivo é obrigação de qualquer governo democrático que se preze.

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